Terça, 09 de Fevereiro de 2010
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Livro em Resenha » 30.04.04

A lógica da vida

___ Donald Stewart

DONALD STEWART JR. e ‘A LÓGICA DA VIDA’ – atualidade de um ensaio indispensável

 

__ Cândido Prunes*

 

Donald Stewart Jr., fundador do Instituto Liberal, cujo aniversário de nascimento transcorreu neste mês de abril, deixou-nos importantíssimos legados. Um deles é exatamente seu último trabalho escrito, datado de 1999, cujo título é A lógica da vida. É um curto ensaio, de apenas 36 páginas. Mas é um trabalho de enorme densidade e, ao mesmo tempo, de fácil leitura e compreensão.

 

Nos dias de hoje, em que os brasileiros sofrem tanto devido às conseqüências previsíveis e imprevisíveis da intervenção do Estado na economia, essa obra de Donald  torna-se mais do que atual. É de leitura obrigatória para todos os que desejam entender, em toda sua extensão e profundidade, o que está acontecendo. E o que precisa deixar de ser feito para que o Brasil volte a progredir e os brasileiros, individualmente, tenham a chance de estarem amanhã mais satisfeitos do que hoje.

 

A lógica da vida está divido em três partes, que por si só já indicam ao leitor a linha de raciocínio empregada, simples e objetiva:

 

A regra básica do comportamento humano, ou ninguém troca 10 por 9;

As circunstâncias em que somos levados a trocar 10 por 9;

As conseqüências de sermos levados a trocar 10 por 9.

 

Donald analisa o comportamento humano a partir dos conceitos do economista austríaco Ludwig von Mises. Assim, procura deslindar a natureza do processo civilizatório (que “consiste basicamente em tornar possível a existência de bens e serviços para cuja produção seja necessária uma seqüência de atividades intermediárias que se estendem ao longo do tempo e do espaço”), a fim de determinar suas leis de funcionamento mais básicas.

 

A excelência, concisão e atualidade do trabalho de Donald dispensam maiores comentários. Apenas para dar ao leitor o incentivo a ler ou reler esse ensaio indispensável,  transcrevo o parágrafo de conclusão: “A humanidade tem boa consciência das conseqüências de um comportamento que desrespeite as leis naturais; infelizmente, o mesmo não pode ser dito em relação às leis praxeológicas, ou seja, as leis da ação humana. Seria preciso que a humanidade e, sobretudo, as suas elites intelectuais compreendessem que o desrespeito às leis do comportamento humano provoca conseqüências que podem ser desastrosas, e que poderiam ser evitadas. Mas, se não forem capazes de compreendê-lo, não estarão invalidando as leis do comportamento humano. Estarão apenas empobrecendo a sociedade humana ou impedindo que ela enriqueça tanto quanto poderia, e diminuindo o grau de satisfação dos indivíduos que a compõem”.

 

* Vice-Presidente do Instituto Liberal

 

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